ELEVANTE no BS Sunset

A Ideia

Desde que ouvi pela primeira vez a ideia de oferecer conteúdo a bordo de um catamarã em movimento, eu já pensei: QUERO.

Recebi o convite e a responsabilidade de fazer a palestra de encerramento do BS Sunset como quem recebe uma medalha. Uma honra dar sequência aos grandes nomes de Renan Schwarz (Chapolin Sincero) e Cleber Paradela (Sunset Comunicação).

 
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A Preparação do Conteúdo

Falar sobre modelo mental de futuro é delicado, pois cada pessoa tem uma percepção. Estudo bastante sobre o assunto há um bom tempo e prezo pelo no raciocínio de coletividade, mas fazer sentido num evento de públicos diversos e motivar insights demanda organização. Isso não seria possível sem a ajuda do meu mais fiel companheiro de qualquer loucura que eu queira fazer, André Osna. O cara manja tanto de storytelling que bastaram algumas poucas trocas para o conteúdo ser reunido num formato provocante e esclarecedor. Além do que seria dito e como, eu também sentia a necessidade de demonstrar que cada lâmina era um aviso de que nós, como humanidade, precisamos nos unir e agir. Neste aspecto, o visual mais agressivo e estimulante criado pelo gênio Alexandre Correa foi fundamental.

Quando eu preparo qualquer conteúdo, assumo que o momento de apresentação não é necessariamente um discurso meu para os convidados e, sim, uma troca de energias. Por isso, prezo por momentos de interação e inspiração com um toque de bom-humor como o debate sobre temas não tão relevantes (como Nutella, Batman, Molejo, etc), a reflexão sobre o nosso legado com os olhos fechados e os vídeos que trazem leveza. Falando nisso, também precisei de ajuda pra desenterrar vídeos antigos, conseguir os cortes certos de cada um e os áudios adequados. Três pessoas que estão sempre pertinho, prontas pra ajudar e torcem, mandam boas energias – até vela teve. Sem palavras pra vocês: Carla Silveira, Rafael Leite e Nikolas Oliveira <3 (devo um vinho, cerveja ou drink pra cada um de vocês, mil vezes obrigada).

 
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Depois do período de preparação da palestra, eu só queria que ela chegasse logo. Ainda bem que, nos dias que antecederam o evento, a vibe do BS já pairava no ar. João, Wayner e eu participamos do programa Cafezinho da Rádio Mix e seguimos pra um almoço cheio de ideias pro futuro e muita vontade de realizá-las. Sentar num bar com uma cerveja para que organização, palestrantes e mediador, se conhecessem melhor um dia antes das palestra fez com que percebêssemos que o que nos conectava não era apenas um evento. Pensem numa sinergia massa! Com certeza, haverão mais encontros com essa turma.

O Grande Dia

Essa mesma sensação fez o grande dia, mesmo cinza e chuvoso, brilhar nos olhos de todos os presentes. Em vários momentos, eu só observava em volta e percebia a quantidade de novos contatos e possíveis projetos que nasciam ali. Isso não tem preço.

 
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Fascinante é o adjetivo mais próximo pra explicar o que foram as palestras do Chapola (apelido carinhoso para o querido Renan Schwarz) sobre o caminho da criatividade que traz resultados e crescimento pessoal e do Cleber Paradela (o cara que pergunta pra esposa se pode contar a piada, com o melhor sotaque da história) sobre Inteligência Artificial e o impacto da exponencialidade na nossa vida, deixando um alerta sobre o quanto as questões éticas relacionadas ainda estão muito mal compreendidas e resolvidas. O mais legal foi a sensação de que os palestrantes tinham combinado tudo, parecia um único conteúdo apresentado por três pessoas que já se conheciam, mérito da curadoria e organização impecáveis de João Ramos e Wayner Bechelli, e da condução especializada do mediador Edu Cheffe (Cheffe é chefe, né, pai?).

 
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Não posso deixar de mencionar o quão belo foi perceber que, em um mundo de profissionais inacessíveis e arrogantes, Renan e Cleber foram além do compartilhamento de conhecimentos, abriram experiências pessoais, desejos e até medos durante as rodadas de perguntas. Papo reto e cheio de emoção.

A Vibe que Só o BS Tem

Os intervalos entre uma palestra e outra pareciam uma festa entre amigos. Todo mundo curtindo um som, conversando, dançando, rindo, fotografando. A essência compartilhável do BS estava mais forte do que nunca, por isso, quando chegou a minha vez, eu tava ansiosa (normal, quando o frio na barriga desaparecer, tem algo errado), mas me sentindo em casa.

 
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E eu, sinceramente, não sei explicar o que eu senti após a palestra, quando todas as perguntas e comentários feitos pelo público vinham acompanhados de “obrigado”e “parabéns”. Isso dá sentido a qualquer esforço, é por momentos assim que eu faço o que eu faço.

O BS chegou ao fim com vontade de permanecer ao som de Evidências (sugerido por mim e por Gian Venturini, e perfeitamente executado pro Renan e Cleber). Ninguém queria sair do barco. Mas o trabalho continuou no dia seguinte, quando os donativos arrecadados no evento foram entregues no hospital para as crianças do Instituto do Câncer Infantil. Tudo que a ovelha negra toca, vira impacto positivo. Devia rolar uma iniciativa assim em cada cidade, não é mesmo?

 
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Agora fica aquela sensação de missão cumprida e muita energia pra tudo que ainda vamos aprontar por aí. Vida longa ao BS!

 
Marilia Silveira