ELEVANTE no Black Sheep Festival

A expressão ovelha negra é utilizada pra representar a peculiaridade de uma pessoa que é diferente das outras, ou seja, está fora dos padrões sociais considerados normais. Mas o que é normal?

Se ser normal é respeitar limites impostos pelo desejo de ordem, poder e egocentrismo num mundo em colapso, não faz mais sentido. É entre o caos e a ordem que as ovelhas negras se encontram.

 
 

Por isso, iniciativas que tornam iminente a transição do controle para a criatividade precisam ser aplaudidas em pé. É o caso do Black Sheep Festival, que aconteceu no último fim de semana em Porto Alegre.

Um enorme rebanho se concentrou em ouvir, falar, pensar e sentir o presságio de um futuro bom. Em cada esquina do bairro Floresta, novos raciocínios e propósitos se cruzavam. Conexões vibrantes entre pessoas que nem se conheciam, mas sabiam que aquele momento poderia se perpetuar.

Grandes profissionais que respiram e inspiram inovação compartilhavam suas experiências fantásticas. Foram propostas reflexões profundas sobre temas vitais a qualquer ovelha que não se rende aquela velha opinião formada sobre tudo.

Quando recebi o convite para palestrar no maior festival de inovação e criatividade do sul do Brasil, meus sentimentos misturaram alegria e honra com ansiedade, medo e insegurança. No caminho de produção do conteúdo e da apresentação, ter ao meu lado parceiros de peso fez com que eu reconhecesse estes sentimentos como necessários, não como empecilhos. Que sorte eu tive em poder contar com pessoas tão competentes neste processo.

 
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Chegou o dia e eu tava ali. Nas mãos, uma excelente oportunidade de expor o que acredito e o que impulsionou o nascimento do ELEVANTE. No coração, uma enorme vontade de estimular sonhos, empatia e colaboração.

Logo no começo, mostrei uma foto de alguém que me inspira: meu sobrinho, Arthur, 8 anos. Contei pra todo mundo que ele aprendeu como funciona esse negócio de “zona de conforto". As reações fizeram com que eu me sentisse entre amigos. Dali em diante, a alegria das novas descobertas foi uma consequência natural. Apesar de eu estar mesmo fora da minha zona de conforto, eu nunca me senti tão confortável ao tentar a chance num palco.

Perceber olhares brilhantes, cabecinhas em movimento concordante, gente anotando e fotografando os slides, tantos sorrisos e abraços fortes. Foi uma sensação mágica que se estendeu durante todo o dia. Cada conversa ressignificava e fortalecia a rede.

 
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O BS Festival virou uma chave em mim. Estar num ambiente tão rico, com tantas pessoas que acreditam na força do ganho coletivo, me fez sentir que, juntos, temos uma força inexplicável. E não podemos nem precisamos mais esperar as mudanças positivas acontecerem. Já é realidade!

Quantas outras chaves viraram? Quantas ideias, parcerias e novos projetos saíram de lá? E eu só posso agradecer e desejar que o legado do BS Festival nunca se apague.

Marilia Silveira

Co-founder do Elevante, empresa especializada em modelagem e evolução de negócios, membro da rede PopCorn e Piloto Inspiring Makers, projeto de educação orientada ao futuro.

Marilia Silveira