Reposicionar Sua Marca Não Faz Milagre

Do Jeito que Tá, Não Dá

Já disseram que a sua empresa precisa passar por um REBRANDING? Então, provavelmente, você se encaixa em uma das situações abaixo:

  • Sua empresa nasceu operando. Naquele tempo ninguém parava pra pensar tanto em um planejamento estratégico, sobre como a organização seria posicionada no mercado. Tudo foi acontecendo à medida que os clientes surgiam. Até que, em um determinado momento, ficou claro que não possuir uma postura definida dificulta muito as tomadas de decisão.

  • Depois de alguns anos atuando sob determinados posicionamento e identidade visual, você percebeu que a sua empresa se tornou menos atrativa em relação à concorrência.

  • Os serviços prestados estão tendo menos procura ou ficando obsoletos. Mas é claro que, com o know-how que a sua empresa desenvolveu ao longo dos anos, vocês conseguem prestar outros tipos de serviço ou oferecer outros produtos que atendam melhor a necessidade atual dos públicos. Só que o posicionamento é limitador, vocês são vistos justamente por uma forma específica de atuação. Não existe reconhecimento de marca e, sim, de tarefa, logo, os gestores e colaboradores entendem que o objetivo da empresa é apenas continuar fazendo aquilo. Desenvolver os próximos passos é urgente e, para isso, se faz necessária uma base estratégica, entender o propósito e o público.

  • Sua empresa passou por uma fusão ou uma expansão. Vocês se uniram a outra organização, os sócios mudaram, a abrangência aumentou, a praça é outra. A forma de enxergar o futuro vai ser bem diferente daqui pra frente.

Verdade Nua e Crua

Se você se identificou é porque o processo de reposicionamento da sua marca é mesmo necessário. O problema: muitas empresas acreditam que o Reposicionamento é a salvação. Não é.

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Adianta gastar rios de dinheiro nos melhores azulejos, louças e metais em um banheiro que tem o encanamento antigo e a fiação elétrica comprometida? O mesmo acontece se você contratar os criativos mais competentes para reposicionar sua empresa e não houver desejo e consciência pra melhorá-la. A marca (e quando eu falo em marca, não pense no logo, por favor) não se sustenta sozinha e, na verdade, o rebranding depende da gestão pós planejamento. Um posicionamento bem estruturado se desintegra quando não existem pessoas preparadas para implementá-lo.

Esta preparação deve começar assim que a empresa identifica esta necessidade. E eu sei que não é fácil, por isso vou discorrer sobre algumas situações comuns (até demais) pra você se organizar melhor quando for a sua vez.

Rebranding Não É Milagre

Durante o processo de posicionamento, é comum:

  • Expectativas irreais: achar que a entrega do rebranding vai abrir todas as portas, encantar os clientes, gerar likes, vendas e aplausos.

Depois da entrega do rebranding, é comum:

  • Medo da mudança: pensar excessivamente no cliente que foi fiel o tempo todo e achar que, com o novo posicionamento, esse cara não vai mais se identificar com a empresa.

  • Estranheza: parte da equipe não se sente confortável. Talvez alguém da organização ache que a empresa está mudando demais e, por isso, sente-se em perigo.

Evoluir É Mais que Reposicionar

Eu sei que o vínculo que temos com o nosso negócio acaba nos afetando emocionalmente. É normal. O problema é permitir que o emocional atrapalhe este movimento, afinal, quem não evolui não sobrevive. E o rebranding é uma base importantíssima neste objetivo.

Preciso de Rebranding. E agora?

Alguns raciocínios e atitudes que facilitam:

1 Conecte-se ao seu sonho

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Nós somos humanos e mudamos muito. Talvez o que fez você começar o empreendimento seja algo diferente do que mantém a sua motivação de acordar todos os dias e fazer isso. Aliás, o que te move? Tente buscar, lá no fundo o seu espírito empreendedor -

a gente sabe, às vezes ele fica tímido de tanto levar porrada do mercado e do governo. Procure formas de entender melhor o seu sonho, conheça pessoas que te inspiram, leia livros que falam mais do que metodologias de gestão. O reposicionamento da sua marca precisa levar em consideração elementos lúdicos, sentimentos e, principalmente, o legado que você quer deixar no mundo.

2 Terceirize o reposicionamento

Quando administramos ou trabalhamos em um negócio, ficamos muito focados na eficiência e na burocracia. Muitos anos imersos nestes universos, nos impedem de enxergar oportunidades futuras, mudanças no comportamento do público e do mercado. Por mais que exista muito conteúdo disponíveis ao estilo "faça você mesmo", reposicionar uma marca é um trabalho mais complexo do que parece.

Além disso, o olhar externo é considerado de extrema importância em qualquer intervenção inovativa. Pessoas que trabalham com isso já viram empresas fazerem coisas incríveis com o que era apenas um planejamento estratégico. Isso oferece uma segurança: “se aquela empresa fez, a minha também pode”.

3 Aproxime-se das pessoas que vão desenvolver seu projeto

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Além da qualidade das entregas (e isso você resolve dando uma olhada nos cases), a afinidade com quem vai prestar o serviço é mais relevante do que parece. Adianta contratar a empresa mais hype do segmento se a pessoa que tá atendendo não absorve suas aspirações?

Outro ponto a observar é se o seu contato faz parte também do desenvolvimento. Esqueça o prestador que funciona naquele formato antiquado, onde o atendimento é uma pessoa, o planejamento é outra e você nem sabe quem vai fazer a pesquisa, a arte ou outras etapas. Já brincou de telefone-sem-fio? É exatamente o que acontece. Informações se perdem ou se distorcem. Neste modelo, o processo de posicionamento perde um elemento primordial que é a proximidade com o cliente, no caso, com você. Muitas vezes, um olhar ou tom de voz diz mais sobre o propósito do empreendedor do que um e-mail (temos até um post sobre como se comunicar melhor com seus colaboradores!).

É preciso encontrar um ser-humaninho que te entenda e também acredite na sua empresa. É fundamental estabelecer uma relação “tamo junto” com quem for reposicionar sua empresa e esta precisa ser recíproca, ok? Você vai precisar contribuir.

4 Faça com que as suas equipes participem

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Eu sei que você e os seus sócios manjam muito do negócio. Mas já parou pra pensar que o cara que tá lá na linha de frente pode ter identificado uma possibilidade de melhoria na experiência? Ou que a tia da limpeza entendeu que o seu cliente vê menos valor naquele mimo caro do que você imagina? E o gerente que recebe as reclamações? Com certeza ele entende algumas mudanças significativas e simples na forma de gerar valor.

Troque ideias com essa galera, faça com que se sintam parte deste processo. Independente do porte da sua empresa, lembre-se que existem multinacionais bilionárias valorizando a visão dos seus colaboradores. O conceito de que os funcionários não servem pra pensar sobre o negócio é tão ridícula e ultrapassada que chega a me dar arrepios!

Absorver a diversidade de percepções e experiências é algo mágico, sabe por quê? Porque não existe melhoria ou inovação sem ação. Se não houverem mãos realizando as ideias, elas não passam de imaginação. E se as pessoas que realizam também acreditam, a cultura da empresa vai acompanhar a mudança de forma mais orgânica. Colaboração é o canal, pode acreditar.

5 Esteja preparado pra realizar melhorias

Diferente do que muitas pessoas pensam, o ponto mais importante de um rebranding não é o logo e, sim, a reestruturação do comportamento emocional da marca. Este desenvolvimento torna coerente a forma como a sua empresa quer ser vista e a forma como ela se demonstra ao mercado. Por isso, talvez algumas práticas – principalmente quanto à comunicação e experiência do cliente – precisem ser repensadas. E que bom né? Se for pra contratar um rebranding e não melhorar nada, nem sai de casa.

Esteja aberto a implementar este planejamento, senão vai tudo pra gaveta e sua empresa não será melhor percebida. Apenas pensar fora da caixa não resolve, é preciso agir. E este é um trabalho que exige dedicação da sua empresa também, não apenas do prestador. Por isso, esqueça a ideia de que o rebranding por si só vai gerar todo burburinho que você espera. Não é uma mudança radical que resolve tudo e o seu público cativo, aquele que sempre esteve ali, não vai fugir ou estranhar. Pelo contrário, a empresa vai ter ainda mais oportunidades de expressar sua essência.

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Estratégia é fazer escolhas, o importante é explorar estas possibilidades da melhor forma possível, o que demanda foco. Faça da evolução uma rotina, utilize o reposicionamento como base firme pra desenvolver novas formas de gerar valor, alinhar o relacionamento entre sua marca e as pessoas e, assim, se destacar da concorrência, se aproximar ainda mais dos seus públicos e gerar maior aquisição e fidelização.

Mas a Empresa Não Pode Parar O Que Já Faz Enquanto o Posicionamento É Implantado. Como Dar Conta De Tudo Isso?

É claro que buscar redução de custos, bons recrutamentos e pagar impostos continuam tomando muito do seu tempo. Mas e aí? Como assumir a gestão de uma nova marca no meio de tudo isso? Se você sentir que precisa de alguém que esteja ao seu lado nessa tarefa, conte com a gente. Aqui no ELEVANTE, a gente não acredita em planejamento sem implementação. Por isso, disponibilizamos a opção de acompanhamento aos clientes que reposicionam suas marcas. A gente se mantém pertinho da sua empresa depois da entrega para organizar as estratégias de relançamento, comunicação, a gestão da criação dos novos materiais comunicadores, a ambientação, redação e facilitações para os seus colaboradores.

E aí? Tá afim de mostrar ao mercado que a sua empresa tá evoluindo? Eu vou adorar visitar seu espaço, tomar um cafezinho e entender onde você quer chegar. E mesmo que eu não seja a pessoa certa pra estar ao seu lado neste processo, espero que este texto tenha ajudado.

Valeu, galeris. Até a próxima.